segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

.de outro modo.

O anarquismo não se resume a ação de violência, porém essas ações são necessárias de acordo com o contexto político, cultural e social que por deveras oprime os homens e mulheres no decorrer dos tempos. Como anarquista minha preocupação não se limita apenas a ações de violência, abrange-se a informação que atualmente de forma imoral e moral molda gostos e desgostos de um povo que se fez e se faz cego perante a realidade em que se encontra.

O que queremos?

A resposta para essa pergunta pode ser variada de acordo com o ponto de vista de cada um, contudo o que à em comum no desejo de todos até inconscientemente, é a vontade de ser livre para viver uma vida digna, justa e humana, sem guerras e disputas por poder, onde a vontade do outro é alienada e manipulada pelo Estado, pela Igreja, pela Mídia e tantos outros poderes que se faz presente em nosso meio. Algo que salta aos olhos, mas que a maioria não consegue perceber, por que não quer e por que a os que não querem.

Se o que queremos é liberdade, temos que conquistá-la, porém a várias maneiras de se trilhar o caminho para o que desejamos tão complexos e variáveis como a sociedade em que vivemos. A informação é algo importante para abrir caminhos que há tempos estão bloqueados, essa informação deve almejar a formação de conceitos e atitudes outrora esquecidos para o bem estar de uma minoria que se julga capaz de decidir pela maioria, levando em consideração seu conforto econômico-egocêntrico.

Neste aspecto percebemos a importância de uma educação para liberdade, dando aos estudantes uma oportunidade de decidirem seu próprio caminho, sem amarras impostas pelo Estado através do currículo que hoje está implantado nas escolas, perpetuando o sistema capitalista e toda a exploração que o mesmo dispõe. A educação libertária é um dos meio que possibilita a quebra dessa “tradição”, para uma nova ordem social.

Paulo FREIRE:
“Não há nem jamais houve prática educativa em espaço-tempo nenhum de tal maneira neutra, comprometida apenas com idéias preponderantemente abstratas e intocáveis. Insistir nisso e convencer ou tentar convencer os incautos de que essa é a verdade é uma prática política indiscutível com que se pretende amaciar a possível rebeldia dos injustiçados. Tão política quanto à outra, a que não esconde, pelo contrário, proclama sua politicidade”.

A partir da compreensão da escola como espaço político, percebemos que a formação cognitiva e intelectual deve permitir a participação ativa dos que fazem à escola na sociedade em que vivem. Construindo uma ligação entre os valores e ações, entre escolhas e conseqüências. Tendo como preocupação dar oportunidade aos que estão a margem desta sociedade moldada por um sistema excludente, proporcionando autogestão, pela democratização da escola num sentido radical, isto é, envolvendo professores, alunos e funcionários nas decisões sobre os rumos da educação e consequentemente da sociedade que esses atores estão inseridos.

karina m.

2 comentários:

  1. Não concordo em muitas coisas com o anarquismo, mas também desejo viver um vida justa, digna e humana.

    Sou totalmente adepto da liberdade de informação que não existe na mídia comercial atualmente, por isso se diz "ditadura da mídia comercial".

    A cerca da educação, creio que Paulo Freire descreveu o método mais eficaz. Em "Pedagogia do Oprimido", por exemplo, quando ele revela uma metodologia alternativa aquela praticada pelos favoráveis a concepção bancária da educação. Todos dizem ad nauseam que a solução para o Brasil é a educação, no entanto, a que tipo de educação eles se referem, caso seja uma educação libertária como você citou, estão corretos.

    A proposta deste blogue me atraiu em demasia, caso fosse possível gostaria de participar do seu corpo editorial (aurasacrafames@gmail.com).


    Abraços
    aurasacrafames.blogspot.com

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  2. Interessante, você é de Campina Grande.

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