quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O laboratorio humano de Israel


Israel não conseguiu esconder o fato de ter utilizado uma série de armas não-convencionais, experimentais e até proibidas, segundo a Lei Internacional, contra alvos civis em Gaza. O que nos primeiros dias da invasão surgiu como simples especulação, logo se confirmou quando civis passaram a encher os hospitais de Gaza com ferimentos nunca antes vistos pelos médicos locais, já acostumados a tratar de pacientes com lesões derivadas das armas habituais de Israel.

A confirmação partiu da própria ONU, que teve um de seus edifícios atacados com cápsulas de fósforo branco na quinta-feira (dia 15). Porta-vozes da Agência de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), órgão da ONU que trabalha sob
ameaça de Israel há meses em Gaza, descreveram o crime: “Nós não podíamos usar extintores convencionais porque para apagar o fósforo branco é necessário usar areia”, disse Chris Gunness, um dos porta-vozes da Agência, enquanto a arma química israelense queimava mantimentos indispensáveis, enviados de dezenas de países, entre eles o Brasil, ao povo de Gaza. O fósforo branco é uma substância incendiária, cujo uso em armas é proibido pela Lei Internacional. Apesar disso, os Estados Unidos fizeram uso da substância contra os civis de Fallujah, no Iraque, em 2004, e Israel
foi duramente criticado por ter usado a arma contra os civis do Líbano em 2006.

Enquanto a mídia internacional foi banida de Gaza por Israel, em um ato de censura típico da “única democracia do Oriente Médio”,outras armas experimentais foram testadas contra o povo palestino longe dos olhos do mundo de fora. Uma dessas é o Dime (sigla em inglês para explosivo metal denso e inerte), uma arma recentemente desenvolvida pelos Estados Unidos, ainda em testes e não regulada pela Lei Internacional, que ocasiona uma explosão interna de alto grau, mas não espalha fragmentos. Quem confirma o uso da nova arma são os médicos voluntários estrangeiros da ONU trabalhando em Gaza. “Os ferimentos dessa arma são particulares. As vítimas têm severos danos internos, especialmente em tecidos macios, como no abdômen, mas nada aparente pelo lado de fora. Todos os casos levaram à morte”, disse o médico norueguês Mads Gilbert, no Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza. Outro médico estrangeiro, o britânico David Halpin, também descreveu o que viu: “Estamos vendo Gaza como um laboratório humano para testes do que eu chamo de armas do inferno”, disse ele à rede de notícias britânica BBC. de fragmentação, banidas pela Lei Internacional, e bombas carregadas de urânio, deixando amplas áreas de Gaza com elevado teor de radiação. Sarit Michaeli, porta-voz da organização, afirmou que “as negações de Israel não podem ser confiadas”.

De fato, não existe mais questionamento de que a entidade sionista fez uso dos civis de Gaza como ratos de laboratório para as armas de futuras guerras. Mais perigoso do que isso: relatórios da ONU indicam que
há dois meses enormes encomendas de armamentos chegaram a Israel dos Estados Unidos, e outras estariam a caminho. Não será fácil para a mídia ocidental esconder tantos crimes – a face de Israel está clara.


Edição especial - Oriente Médio Vivo

3 comentários:

  1. Pra mim é um povo sujo, sem amor a vida e a Deus! É um país pequeno e fácil de administrar. Mas porque eles não se preocupam mais com a educação, a saúde e sim com os palestinos? Uma guerra antiga, que eles não esquecem nunca. MAs também o EUA ajuda muito, colabora pra toda essa guerra.
    É muito complicado!
    Bela postagem! Beijos

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  2. O maior problema disso é o excesso de informações "robotizadas" pela mídia, sempre na mesma tecla, culpa dos terroristas. Todos os envolvidos tem sua parcela de culpa, seja direta ou indiretamente. Israel é um pais com dois povos que não aceitam a convivência um com o outro. Uma situação muito complicada e, como sempre, quem mais sofre é a população com essa disputa.

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  3. O terrorismo é o filho dileto do invasorismo.

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